7 Dicas

Dicas

Determinar a estratégia (o poder do porquê)

Sabermos as razões pela quais queremos a mudança ajuda a manter-nos motivados. É pelo ambiente, é pelo bem-estar animal, é pela saúde? Convém perceber qual a motivação. Se começarem só com uma, o mais certo é com o tempo juntarem muitas mais, pois tudo está interligado. São daquele tipo de pessoas do tudo-ou-nada ou precisam de tempo para processar a mudança? Seja qual for o vosso tipo foquem-se no objectivo e cada um a seu ritmo. Todos somos diferentes e o que resultou comigo pode não resultar com vocês e muitas vezes adoptando o caminho do outro só nos atrasa. 

Mantermo-nos informados para mantermos a motivação

Assistir a palestras e ver documentários sobre a temática, comprar livros, seguir nas redes sociais outras pessoas com a mesma filosofia ajuda bastante. Também é necessário ouvir diferentes opiniões para ver onde nos encaixamos melhor. Além disso a informação nunca se esgota. Acompanhar estudos, palestras, conferências e experiências ajuda-nos a manter o foco. É mais fácil abalarem as nossas crenças se estivermos desinformados. Conhecimento é a maior arma para lidar com todo o tipo de curiosidade alheia além de oferecer sustentação ao que defendemos.

Simplicidade

No início convém manter tudo muito simples. Não vale a pena começar por encher a dispensa de produtos estranhos ou perder a cabeça à procura de alimentos alternativos. Mantenham os alimentos que gostam, conhecem e já se sentem confortáveis na preparação. Existe uma boa variedade de preparados que não exigem conhecimento específico nem ingredientes fora do vulgar, como sopas, saladas, sumos, legumes no forno, etc.

Permitirem-se a experimentar algo novo

Não tenham medo de experimentar nada! Mesmo quando experimentarem e não gostarem à primeira, não desistam. O nosso paladar educa-se e aprendi isso com a minha mudança de hábitos alimentares. Já é comum hoje em dia, nos espaços de restauração, haver uma opção vegetariana. É uma boa oportunidade de experimentarem coisas que ainda não conhecem e estimular a vontade de experimentarem em casa. Procurar convívios dentro desta temática também é uma forma positiva de aprender e alargar a nossa rede de amigos.

Todos nós cometemos falhas

É muito comum ver pessoas a castigarem-se porque comeram algo com ingredientes de origem animal, acidentalmente ou não. Não é por cometermos uma falha que somos mais ou menos vegetarianos. Lembrem-se, trata-se de uma aprendizagem e não uma medição de forças.

Olhar para o vegetarianismo não como “retirar” mas sim como “acrescentar”

Uma forma fácil de olhar para o vegetarianismo é não como algo que nos vai impedir de comer determinados alimentos, mas sim permitir acrescentar mais alimentos à nossa alimentação. Mais diversidade de fruta, hortaliças, sementes, cereais, e como tal mais nutrientes essenciais ao nosso equilíbrio.

Compreender e aceitar as transformações do nosso corpo

Nesta alimentação consumimos menos calorias por quantidade de comida, e é comum sentirmos mais fome durante o dia e não devemos ignorar os sinais do nosso corpo. Também é normal que o nosso corpo comece a manifestar-se de uma forma que não nos é familiar. No meu caso senti melhorias na textura da pele, um cabelo mais forte, e passei a ser muito mais assídua na casa de banho.