Trangénese é o processo de alteração do material genético de uma espécie pela introdução de uma ou mais sequências de genes provenientes de outra espécie, mediante o emprego de técnicas de engenharia genética.

Muitos de vós já ouviram de certo falar nos alimentos transgénicos ou em organismos genéticamente modificados, OGM. Estes alimentos são alterados genéticamente por várias razões. Supostamente, melhorar a qualidade com o aumento do valor nutricional, aumentar a produção para dar resposta ao consumo desenfreado, aumentar a resistência às pragas e aumentar durabilidade em stock.

Diariamente podemos consumir transgénicos e nem saber disso. A União Europeia tem em vigor o Regulamento 1830/2003 sobre rotulagem de alimentos transgénicos no entanto, existem algumas falhas na regulamentação que deixam-nos à mercê deste processo. Nos produtos expostos em lojas é obrigatório conter no rótulo a informação “genéticamente modificado” no entanto, se formos a um restaurante, cantina ou nos take-away dos hipermercados essa informação não é obrigatória. Caso a carne ou o peixe que consumimos seja proveniente de animais alimentados com transgénicos também não é exigido conter a informação. Assim como no caso de haver contaminação, se esta não atingir 0,9% do respectivo ingrediente, não tem de estar indicado. Nestes exemplos que vos deixo em baixo é visível a informação. O primeiro exemplo é de uma farinha de milho o segundo é de uma papa para bebés ambos à venda em Portugal. Já agora, o continente disponibiliza online a informação nutricional e o rótulo da maior parte dos produtos que têm em loja.

A existência destes produtos tem causado um grande impacto no ambiente, na agricultura, na economia e no desenvolvimento sustentável. Contaminação de aquíferos, eliminação de populações naturais de fauna e flora e desertificação, são só alguns exemplos de problemas ambientais. Na saúde começam agora a surgir os primeiros estudos que comprovam os malefícios do seu consumo. Aumento das alergias, aumento da resistência a antibióticos e maior consumo de tóxicos uma vez que é maior o uso de agrotóxicos nestas culturas.

O Roundup é o agrótoxico mais usado nestas culturas. O Roundup, cujo o ingrediente ativo é o glifosato, é um herbicida de amplo espectro usado para matar as ervas daninhas e foi elaborado pela Monsanto que  é a multinacional que detém o domínio na biotecnologia de alimentos. 85% de toda a área plantada com transgénicos foram usadas sementes da Monsanto. Portugal serve também de palco para ensaios com transgénicos, ensaios esses que envolvem milho da empresa Monsanto.

A consciencialização é meio caminho andado para combater estas formas de cultivo. Saber o que comemos e o que damos a comer é fulcral. Neste link, aqui, podem aceder a um guia de produtos, dado pela Greenpeace, com ou sem transgénicos. Vão poder constatar que embora assinem-se petições para erradicar o uso do glifosato e o uso de transgénicos ainda há um longo caminho a percorrer e esse caminho começa em nós como consumidores. Os alimentos transgénicos não entram só em nossa casa como produtos alimentares, entram em forma de cosméticos, produtos de higiene, produtos de limpeza, etc.

No fim de verem a lista podem olhar para esta imagem em baixo e deixar ficar nos comentários o que vos ocorre assim de repente. Deixo este artigo com algum suspense no ar e espero que se comece a ter mais zelo no consumo de produtos industrializados. Afinal isto é um novelo, só precisamos de achar a ponta. 😉

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Fontes:

http://stopogm.net/

http://stopogm.net/sites/stopogm.net/files/SoilAssociationHealthEffects.pdf

http://stopogm.net/sites/stopogm.net/files/webfm/plataforma/TransgenicosSeraQuePrecisamos.pdf

http://ecocheervegan.com/ecologia-e-sustentabilidade/184-transgenicos-e-monsanto

https://pt.wikipedia.org/wiki/Transg%C3%AAnese

3 pensamentos sobre “Transgénicos

  1. Excelente artigo Luísa. Uma óptima recolha e resumo, bem organizado e informativo. Os transgénicos são uma as questões que mais me preocupam juntamente com a desinformação em torno deles e uma aparente ignorância voluntária da parte do consumidor. Tal como tu sou apologista em absoluto de ler SEMPRE os rótulos e comprar o mais possível, ou seja 99% das vezes,comida a sério, ou seja nada de alimentos processados, de produtores que conheço e com quem falo e posso fazer perguntas. Novamente, parabéns pelo artigo! beijinho

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