Veneno ao cubo

Felizmente já se começa a dar alguma atenção aos aditivos que vêm nos rótulos e os media começam a dar foco a esta e outras questões pertinentes em relação a nossa alimentação. Já não é novidade nenhuma que a maior parte dos produtos industrializados contêm aditivos que não fazem bem à nossa saúde seja a curto como a longo prazo.Podem ver o meu outro artigo sobre aditivos e rótulos alimentares clicando aqui.

O glutamato monossódico está no cerne da questão. Pesquisei várias marcas de caldos e os intensificadores de sabor estão em todas. Algumas são mais especificas e escrevem mesmo quais são esses intensificadores, glutamato monossódico, guanilato e inosinato dissódicos é o que aparece mais. E para que servem estes aditivos? O propósito é um só, estimular o apetite. Eles podem ser encontrados na maior parte dos produtos industrializados como vegetais enlatados, carnes processadas, refrigerantes, refeições junk-food, snaks e comidas congeladas em geral. Não esquecer que tal como o nome indica, eles trazem sódio na sua composição. Apesar desse nutriente ser importante para o funcionamento do nosso organismo, ao ser ingerido em altas quantidades ele traz grandes prejuízos à saúde.
Quando  ultrapassamos o limite de ingestão de 2,4 g de sódio diários colocamos o nosso corpo em risco de desenvolver problemas como hipertensão, insuficiência renal e cardíaca entre outros.
O aditivo é composto em 21% por sódio e possui aproximadamente 1/3 do teor do nutriente que é encontrado no sal de cozinha. Para vocês terem uma noção, 6 gramas de sal de cozinha tem 2,4 gramas de sódio, a mesma quantidade de glutamato monossódico contém 0,8 g de sódio. À parte disto, são várias as patologias associadas ao consumo de glutamato. Distúrbios neurológicos são os mais mencionados visto o glutamato ser uma excitotoxina.

Xarope de caramelo, dextrose e maltodextrina,sabem o que é? Açúcar! Também aparece nos rótulos destes caldos e é mais uma forma de causar habituação ao produto. No meu recente artigo sobre o açúcar, que podem consultar clicando aqui, explico como o açúcar atua no nosso cérebro como uma droga, criando dependência. Devemos ter cuidado com a ingestão de alguns alimentos e para isso temos de ler rótulos e estar atentos ao que consumimos. Lá por estar numa prateleira de supermercado não quer dizer que seja totalmente inocente. Sem nos apercebermos a industria, de uma forma muito subtil, cria habituação aos seus produtos através destes aditivos, assim conseguem uma fidelização do cliente e garante os seus lucros.

Numa marca de caldos encontrei um com “sabor” a peixe. No rótulo aparece, entre outras coisas de causar vómitos, camarão em pó. Qual a probabilidade de alguém alérgico a camarão vir a consumir este caldo e sofrer um choque anafilático sem sequer suspeitar deste cubinho? Outros ilustram as embalagens com letras gordas a dizer que tem “-30% de sal” depois comparamos os rótulos e são iguais. Não existe nenhuma outra informação que nos elucide onde e como fizeram essa redução de sal. Nos que se dizem de salsa e alho ou alho e pimentão ou outras combinações, a percentagem  de adição destes alimentos é muito baixa, 1,5%, 23%, 5% ou seja, passaram por lá todos em bicos dos pés e de fugida.

Se querem usar tempero na vossa comida nada como usar ao natural. Ervas aromáticas e especiarias são obrigatórias numa cozinha. Agora existem cada vez mais locais onde podemos comprar a granel e assim ajustar as quantidades às nossas necessidades e reduzindo a nossa pegada ecológica evitando estar sempre a comprar frascos e sacos de especiarias a toda a hora. Além das especiarias eu uso muito as aromáticas. Podemos comprar salsa, coentro, manjericão, poejo e afins e congelar em frascos ou caixas, na hora de usar é só raspar com um garfo a quantidade pretendida e voltar a guardar. Também encho frascos de azeite e coloco várias ervas ou especiarias no seu interior como, alecrim, piri-piri, louro, tomate seco, tomilho, folhas de caril, sal, alho e coloco etiquetas para saber o que contém. Os vinagres também são muito bons para temperar comida e o vinagre balsâmico é um “must have”. É caro mas dura imenso tempo, mais ou menos um ano. As bebidas alcoólicas são também excelentes “intensificadores de sabor”. Vinho branco, vinho tinto, vinho do porto, vinho da madeira, Moscatel, Whisky, Cointreau, etc. Depois do álcool evaporar a unica coisa que perdura são excelentes “notas florais” que nos oferecem autênticas explosões de sabor.

Também podemos fazer caldos em casa e congelar. O que uso mais é o de legumes e geralmente faço com aquelas aparas que geralmente não usamos, os troços das couves, dos brócolos a parte mais verde do alho francês e cozo em água e sal ou, quando faço sopas que não passo com a varinha e ao fim de uns 3 dias já só sobrou uma “aguadilha”, uso um passador para coar e o caldo reservo no congelador. Aqui também usamos o caldo da cozedura do camarão ou caldo de peixe. Para o caldo do peixe basta guardar a água em que se cozeu peixe ou cozer depois as espinhas e peles em água e fazer um caldo. Estes caldos são usados depois em sopas, risotos ou guisados.

Leiam sempre os rótulos, mantenham-se informados e usem produtos frescos.

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